Objetivos da Qualidade – na prática


Com base no meu artigo Formulando Objetivos da Qualidade, a Mara Viel elaborou um plano para atender o 5.4.1 da ISO 9001 e decidiu dividir com todos esse trabalho. Vejam o e-mail da Mara:

Olá Ronaldo, boa tarde..Nós já nos comunicamos algumas vezes, estamos implantando a ISO numa Transportadora.
Adquiri seu e-book o qual tem me ajudado bastante, também consulto muito seu blog. Acho vc. uma pessoa muito generosa em compartilhar todas essas informações…
Baseando-me nos seus exemplos (blog), tentei elaborar um plano para atender o item 5.4.1.[...]

Bem, ela enviou o plano para mim e autorizou a publicação, então vejam esse exemplo prático e real que ela gentilmente compartilha abaixo:

POLÍTICA
Realizar serviços de transportes rodoviários com qualidade e pontualidade, visando superar a satisfação dos nossos clientes e obter sucesso nas nossas operações através da lucratividade.

Buscaremos alcançar nossos objetivos através:
– da melhoria contínua dos nossos processos;
– do atendimento aos requisitos dos clientes;
– da capacitação, conscientização e comprometimento dos nossos colaboradores e
– da gestão de Custos

1- Desdobrando a política:

Objetivo 1 – Ter qualidade nas operações de Transporte
Objetivo 2 – Atender os prazos de entregas combinados
Objetivo 3 – Satisfazer os Clientes
Objetivo 4 – Obter lucros nas Operações

A partir desse desdobramento, ela montou um quadro para desenvolver a estratégia necessária para atingir os objetivos definidos:

Tabela Mara Viel Qualiblog

Clique para ampliar

Agradeço de coração a generosidade da Mara Viel e tanto quanto ela, espero que o exemplo seja útil a muitos outros leitores!

Indicador: Horas Treinamento


Por Sebastião Guimarães

O artigo abaixo, de autoria de Sebastião Guimarães da TG Treinamento, trás uma análise mais profunda do indicador mais comum em RH e suas variações. Um conhecimento muito útil para quem está adequando seu SGQ à ISO 9001:2008!

“Um indicador é uma medida que é utilizada para rastrear e mostrar o desempenho de um determinado elemento a partir da avaliação (mensuração) dos itens deste elemento” (1).

“Indicador é o parâmetro que medirá a diferença entre a situação desejada e a situação atual, ou seja, ele indicará um problema” (2).

“Os indicadores são os parâmetros representativos dos processos que permitem quantificá-los, e têm como objetivo facilitar a compreensão de determinada situação, através da apresentação de um reflexo da realidade, possibilitando uma base comum para a tomada de decisão” (3).

A fim de que as conclusões obtidas através da sua análise sejam válidas, um indicador deve ser:

- Representativo: seus resultados devem servir de base para tomada de decisões;

- De fácil entendimento: deve ser a representação clara do que se deseja medir;

- Confiável: Deve ser gerado a partir de informações verídicas (4).

Um indicador muito utilizado pelos profissionais de RH é o Horas Treinamento (h/t).

De acordo com a pesquisa Hewitt/Valor, a média anual de h/t por empregado das empresas dos Estados Unidos e Ásia foi de 30 horas, da Europa, 36, e do Brasil, 37,5 No mesmo período pesquisado a Petrobras atingiu a média de 130 h/t e a Renner, 150 (5).

É considerada empresa em nível de excelência em treinamento, aquela que atinge a média de 100 h/t por empregado.

Diretores, gerentes, consultores e outros profissionais do conhecimento, devem ter 160 h/t, por ano, para atingirem o nível de excelência. Devem, portanto, dispor do equivalente a um mês por ano para se reciclar. Nesse caso, a reciclagem pode ser através de cursos, seminários, palestras, leitura/estudo, visitas a feiras e exposições e outras atividades de benchmarking.

Mas atenção! O indicador h/t quando analisado isoladamente, só mede o “esforço do RH” – se trabalhou muito ou pouco, desenvolvendo treinamento. Para melhor análise é, portanto, indispensável avaliar o resultado dos treinamentos realizados, de acordo com as diretrizes da norma ISO 10015 (6).

Um procedimento recomendável é comparar o indicador h/t com o indicador de produtividade ou outro que a organização considerar relevante.

Vejamos, agora, o que nos diz Neyde Vernieri Lopes sobre a questão da quantidade de treinamento (7):

Para responder à questão se “a quantidade de treinamento influencia o alcance das metas”, temos de considerar dois tipos de variáveis: independentes e dependentes. Variável independente é aquela que causa efeito na outra,

Por exemplo, o número de horas de treinamento (variável independente) influencia o número de metas alcançadas (variável dependente)? Obtendo um coeficiente alto de correlação positiva próxima a + 1, 0,90, por exemplo, é possível concluir que o número de horas de treinamento influencia o alcance das metas, isto é, as duas variáveis possuem uma relação de casualidade. Uma correlação baixa, próxima a zero, 0,10, por exemplo, indicaria que não existe relação entre o número de horas de treinamento e o alcance das metas.

O cálculo da correlação linear (8) será útil à medida que outras circunstâncias forem eliminadas (…), como, por exemplo, introdução do pagamento de um incentivo financeiro para aqueles que cumprirem 100% das metas negociadas. Nesse caso, fica difícil determinar qual das duas variáveis, o treinamento ou o incentivo, exerceu maior influência sobre os resultados.

A seguir, vejamos o que nos diz Milioni (9) sobre os indicadores referentes às horas de treinamento:

Homens/hora/treinamento/ano (clássico)

Indicador clássico da gestão da Educação Empresarial, serve como uma leitura geral do montante, em horas, do volume de treinamento executado em um ano … Este indicador é obtido dividindo-se o volume bruto em horas de treinamento pelo número de colaboradores da empresa.

Para potencializar os resultados desse indicador, Milione aconselha atualizá-lo todos os dias e compará-lo com empresas e entidades aceitas como referencial das melhores práticas de Treinamento e Desenvolvimento. A atualização diária permite uma leitura em tempo real do andamento e tendências do sistema de Gestão de Pessoas, matéria de suma importância nos dias em que vivemos, nos quais a informação de ontem pode ser inútil. E, quando comparado com as fontes de referência, esse indicador contribui bastante para as análises e tomadas de decisão.

Homens/hora/treinamento/ano (enfoque atual)

Indicador mais atual que fornece a mesma leitura do anterior, porém considerando como base de cálculo a população efetivamente treinada. Este indicador é obtido dividindo-se o volume bruto em horas de treinamento pelo número de colaboradores da empresa que, efetivamente, receberam treinamento durante o período considerado.

Homens/hora/treinamento/ano (por extrato organizacional)

Indicador que permite a leitura das horas de treinamento recebidas por um determinado extrato organizacional (por exemplo: gestores, pessoal de apoio, pessoal de vendas, pessoal operacional). Este indicador é obtido dividindo-se o volume total de horas de treinamento realizado pelo número de colaboradores treinados de um determinado extrato organizacional.

Claudemir Oribe (10) respondendo a nossa consulta, diz o seguinte:

Algumas empresas que atuam em ambientes muito dinâmicos, como é o caso das empresas do segmento de tecnologia e telecomunicações, precisam de um volume de horas muito superior àquelas organizações que atuam em segmentos de ciclo de negócio mais longo, como o caso de mineradoras e empresas de reflorestamento. Tenho um cliente em Belo Horizonte – empresa de água e saneamento, que tem como meta 40 h/t por funcionário e o benchmarking neste segmento é a Sanepar (Paraná) que desenvolve aproximadamente 60 h/t por funcionário.

Outro aspecto que pode influenciar o volume de horas é o momento em que a organização, ou negócio, se encontra. Negócios que se encontram num momento amadurecido, normalmente requerem um volume de horas menor pois os acionistas querem “rentabilizar” os investimentos feitos anteriormente. Por outro lado, se um determinado negócio está recebendo um fluxo muito grande de investimentos (imagine uma indústria automotiva quando lança um carro novo), provavelmente haverá um grande volume de treinamento que se estabiliza depois de um tempo.

Finalizando, é bom deixar bem claro o que nos ensina Brian E. Becker, Mark A. Huselied e Dave Ulrich (11): “O processo de mensuração não é um fim em si mesmo. Ele tem valor apenas se seus resultados fornecerem contribuições significativas para decisões subseqüentes e/ou se contribuírem para a maior eficácia da avaliação de desempenho”.

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Referências:

1. Guia de orientação do UNCTAD – United Nations Conference On Trade And Development para indicadores de ecoeficiência. Disponível em: http://www.biotech.com.br/site/default.asp?secao=artigo03. Acesso em 30 de Abril de 2007

2. Oliveira, Marcos Antônio Lima de. Projeto: Indicadores de Desempenho. Apostila fornecida. 2005

3. Oliveira, Djalma de Pinho Rebouças de. Planejamento Estratégico: conceitos, metodologia e práticas. 22.ed. 2. reimpressão – São Paulo: Atlas, 2006.

4. Teixeira, Rute Borges e Júnior, Ismael Emílio Oliveira – Confiabilidade de indicadores de treinamento. Disponível em: http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP2007_TR580439_9735.pdf Acesso em 12 de dezembro de 2009

5. Pesquisa Hewitt/Valor – 2007 As melhores na gestão de pessoas, Revista Valor Carreira, Dezembro 2008

6. Norma ABNT NBR ISO 10015: 2001 – Diretrizes para treinamento

7. Lopes, Neyde Vernieri – Gestão estratégica de desempenho: otimizando o capital humano das organizações – Rio de Janeiro: Qualitymark, 2009 – pág. 205.

8. Cálculo de correlação – Consulta feita dia 08//01/2010 em : http://w3.ufsm.br/adriano/aulas/coreg/Aula%2001%20Correla%E7ao%20Linear.pdf

9. Milioni, B. Indicadores para gestão de treinamento e desenvolvimento, Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento- ABTD São Paulo 2005. pp. 58-64.

10. Claudemir Oribe – Qualipro – claudemir@qualypro.com.br

11. Brian E. Becker, Mark A. Huselied e Dave Ulrich – Gestão Estratégica de Pessoas com “Scorecard”.Rio de Janeiro 3 Ed.Campus 2001 p.142

Fonte: Blog TG Treinamento

A homonímia de agregar valor


Homonímia. Palavrinha difícil, né? Vamos entender de outra forma?

Homonímia é, segundo o Dicionário de Termos Lingüísticos, a “propriedade semântica característica de duas unidades lexicais que partilham a mesma grafia e/ou a mesma pronúncia, mas que conservam significados distintos.” – É o caso da palavra canto, que se escreve e se fala da mesma maneira mas, dependendo do contexto, pode ser um substantivo ou um verbo. Exemplo: o canto da sala ou o canto do pássaro (substantivos) e Eu canto uma música (tempo verbal).

Antes que falem que o Qualiblog virou um blog sobre língua (olha outra homonímia aí…) portuguesa, só pesquisei sobre isso para ilustrar o que acontece na Gestão de Qualidade com uma figurinha carimbada no jargão do Qualitês: “AGREGAR VALOR” – A expressão é usada a torto e direito sem que, muitas vezes, saibam exatamente o que estão dizendo! – É verdade ou não é?

Vamos então agregar valor no uso dessa expressão, pessoal! – O fato é que ela é um tipo de homonímia do mundo da qualidade, pois pode ser usada em vários contextos ligeiramente parecidos, mas não iguais.

Midas queria "agregar valor" a tudo. Deu no que deu...

1 – Processo que agrega valor
Este é um dos casos. Escolhi começar por ele, pois é citado na ISO 9001 e foi o questionamento do Gilliat sobre isso que me instigou a escrever este artigo.
Os processos que agregam valor são aqueles que acrescentam algo ao produto: uma operação de produção, um tratamento superficial, acabamento… Da matéria prima ao produto acabado, são os responsáveis por fazer pouco a pouco a transformação de uma pilha de materiais distintos num sofá, por exemplo. Ou num carro. Cada matéria prima ou componente semi-acabado nunca é o mesmo depois de passar por um processo que agrega valor. Num artigo do Adriano Fernandes Luna ele diz: [...]“No meu processo, o que agrega valor para o cliente (tanto interno como externo)?”. Isto define valor. Olhando com os olhos dos clientes você pode separar o que é e o que não é valor no seu processo, eliminando, portanto, os desperdícios.[...]

2 – Agregar valor ao processo
Na expressão só invertemos os termos. Mas o conceito é totalmente diferente! Nesse caso estamos falando de melhorias: agilizar a operação, simplificar, reduzir perdas, reduzir custos (cuidado aqui!), otimizar o fluxo… São coisas que agregam valor a um ou mais processos, resultando às vezes até em aumento de produtividade. Quando você agrega valor ao processo ele produz mais com menos e pode até ter um bom efeito colateral: aumentar a satisfação do trabalhador, que com menos problemas e menos cobrança tem um dia menos estressante!…

3 – Agregar valor ao produto/serviço
Quando dizemos produto no sentido de designar o que a empresa produz (e vende), a coisa é diferente do caso 1. Aqui estamos falando de agregar valores perceptíveis pelo cliente final, algo que possa ajudá-lo a preferir seu produto e não o do seu concorrente. E isso é mais complicado, pois nem sempre esse valor agregado é visível. Não se trata (apenas) de servir um cafezinho, dar um sorriso, fazer um lacinho bonitinho no pacote. Significa perceber realmente as necessidades dos clientes (principalmente as implícitas) e de fato atendê-las. É materializar a expressão “encantar o cliente”, outra frase fácil do repertório de consultores (fácil de dizer, não tão fácil de explicar, menos ainda de fazer). Wagner Herrera diz que é [...]O valor agregado é a percepção que o cliente (consumidor) tem de um bem (produto ou serviço) que atenda seu conjunto de necessidades considerando o benefício X preço em comparação com um bem disponível na concorrência, É atributo de qualidade (não tangível) somado, adicionado, enfim agregado a um bem (produto ou serviço), um diferencial que na percepção do cliente justifica sua escolha entre demais bens substitutos ofertados no mercado).[...] – Gustavo Carrer completa: [...] para agregar valor precisamos ter um olho no cliente e outro na inovação. [...]

4 – Agregar valor a Empresa
Aqui falamos de credibilidade, “mind share”, relevância… Microsoft é um nome de alto valor agregado, assim como Ferrari, Armani, Coca-Cola… Quanto mais valor agregado tiver a imagem da companhia, mais seu nome e produtos são lembrados (e desejados). Agregar valor a uma empresa é algo que não acontece da noite pro dia, mas depois de consolidado esse valor, dificilmente ele será perdido e novos produtos já nascem potencialmente vitoriosos. Quer ver? Se amanhã você ver um anúncio assim: “Coca-Cola lança um novo sabor! – White-Coke!”; vai querer experimentar a Coca-Cola branca ou não, nem que seja por curiosidade?…

5 – Agregar valor a carreira
Se você tem sido procurado por head-hunters ultimamente, nem precisa ler o restante…
Assim como um produto com valor agregado é mais valioso, um profissional que sabe agregar valor ao seu curriculum torna-se desejado pelas empresas. A formação e os resultados (mais resultados que formação) obtidos por um profissional é que determinam seu valor agregado.

O IAF quer sua opinião


Para sua empresa ter um certificado ISO9001, 14001, etc. é necessário passar por uma Auditoria de Certificação. Quem faz isso são empresas conhecidas como Certificadoras (veja uma lista delas na barra laterl do blog), mas muita gente não sabe que para ser uma Certificadora ela precisa ser reconhecida (acreditada) pelo IAF (International Accreditation Forum). Isso é feito em cada país por um organismo representante do IAF, que no caso do Brasil é o INMETRO.

Pois o IAF agora quer conhecer a nossa opinião sobre as certificações, numa pesquisa online rapidinha de preencher (eu não gastei nem três minutos). Veja a notícia abaixo e participe! O link está no final ou no monitor aí ao lado:

Pesquisa de satisfação de clientes de certificação acreditada:

O IAF (International Accreditation Forum) está gerenciando um projeto mundial para a coleta e análise de informações que possibilitem desenvolver ainda mais os princípios e práticas para a condução da avaliação da conformidade, o que fornecerá a confiança necessária para maior aceitação pelo mercado. A análise do feedback de usuários de certificação tem o objetivo de avaliar o valor da certificação acreditada. Atualmente a pesquisa on-line está sendo realizada em mais de 40 países diferentes.

Como membro pleno do IAF, o Inmetro está comprometido em coletar essas informações, para assegurar que a pesquisa alcance uma ampla representação de negócios, dentre clientes atuais e potenciais.

O IAF é a associação mundial de Organismos de Acreditação e de Avaliação da Conformidade, reunindo organismos interessados em avaliação da conformidade nos campos de sistemas de gestão, produtos, serviços, pessoas e outros programas semelhantes. Sua principal função é desenvolver um programa mundial único de avaliação da conformidade que reduza o risco para os negócios e seus clientes, garantindo a confiança nos certificados acreditados.

Para participar da pesquisa, acesse o endereço: http://ukas.iafcertification-brazil.sgizmo.com

Fonte: INMETRO

Sua História – A Influência Pessoal e o Amor


Por Paulo Benevenuto

O Paulo captou bem a proposta dessa brincadeira do Qualiblog com o BBB, e nos mandou um texto comentando um acontecimento real na vida profissional dele, mas com ares de texto para reflexão. Ele havia colocado o texto num comentário em outro post, mas fiz questão de fazer um post só para ele. Leiam com calma…

Todos os dias, após o encerramento de nosso lanche no refeitório da empresa, a colaboradora responsável pelas atividades daquela área deve abrir totalmente as portas, desligar o aparelho de ar condicionado e iniciar seu trabalho. Como sempre sou o último a sair do refeitório, ocorreu-me tomar a liberdade de adiantar o serviço dela abrindo as portas, o que ela aprovou com um amigável sorriso.

Dias depois, tive uma surpresa. Eu tinha acabado de chegar na empresa e separava um alimento para levá-lo até o refeitório, a fim de ser mantido na geladeira até a hora do almoço. Então esta mesma colaboradora passou e me perguntou se eu queria que ela fizesse isso por mim para eu me adiantar em minhas atividades. Assim como ela, agradeci com um amigável sorriso.

Pode não parecer, mais é em pequenas atitudes como a citada acima que podemos observar o fator da influência pessoal. E essa influência, a meu ver, é uma das características que não podem faltar quando se trata de liderança, envolvimento das pessoas (colaboradores) e, principalmente, satisfação dos clientes – três dos oito princípios da Gestão da Qualidade.

Acredito que, assim como em qualquer outro tipo de relação, a influência pessoal tenha um papel fundamental, indicar o nível do comprometimento.

O mais interessante de tudo é que o comprometimento é o ponto mais forte do amor. Por isso, é ele que mantém qualquer relação.

Agora, vale pensar… O que todos buscam? Bens de consumo? Prestação de serviço? O simples atendimento de seus requisitos? Definitivamente não. Todos buscam algo além! – A área da Qualidade vem se destacando no mercado porque ela possui as ferramentas que apontam o caminho para aquilo que todos buscam – O AMOR.

As pessoas exigem qualidade, mas, na realidade buscam a sua essência – O AMOR.

Segue um poema para reflexão:

Hoje em dia já se percebe esta simplicidade:
“Sem amor, não há real Qualidade.”
Isto é fato! Pois Jesus ensinou,
Camões escreveu e Renato Russo cantou.

Forte Abraço a todos.

Paulo Benevenuto

COMENTÁRIO DO BLOG:

“É mais fácil obter o que se deseja com um sorriso do que à ponta da espada. ” – A frase é de Shakespeare, mas se encaixa perfeitamente aqui. Diz tudo.



E você? Não vai deixar a gente dar uma espiadinha na sua história? Manda para o Qualiblog um texto, um vídeo (ou os dois!) contando um lance interessante da sua vida profissional para publicar e mostrar para todo mundo! Clique aqui para participar também!

Vote em mim!


Não sei se já perceberam, mas implementei uma nova ferramentinha no blog. Notem que perto do título de cada artigo tem umas estrelinhas. Elas servem para avaliar o artigo onde estão, e isso é muito útil para que eu conheça os assuntos que mais interessam a vocês, e melhorar continuamente o blog!

Afinal, como dizem as gravações de telemarketing: A SUA OPINIÃO É MUITO IMPORTANTE PARA NÓS… – Mas aqui é mesmo, pode ter certeza!

Ah! Se quiserem podem votar nos comentários do pessoal também!!!

Sua História – O caso da luva azul


Por Thais Cadorim


Nas últimas semanas participei de uma negociação que mexeu tanto comigo que mereceu virar registro.

O caso da luva começou assim…

Estou dando um apoio numa obra onde uma amiga trabalha como Coordenadora de Segurança do Trabalho. Tenho visto o esforço dela para resolver todos os problemas da obra, tanto no setor de segurança como nas outras áreas, planejamento, engenharia, compras, e outros.

Ela relatou uma dificuldade em trocar as luvas dos ajudantes: A luva de um fabricante X que eu vou chamar de AZUL custa R$ 6,40 e ela gostaria muito de trocar por outra marca, que vou chamar de LARANJA que custa R$ 8,70, mas não conseguiu convencer a gerência de que a luva mais cara era melhor, a administração quer cortar os custos e não teve conversa, a proposta foi vetada.

Bolamos um modelo de ficha de teste de EPI, pensando na seguinte estratégia: Colocaríamos a luva AZUL (a mais barata) em teste, teríamos um monte de gente reclamando da durabilidade da mesma e relatando a possibilidade de acidentes porque o equipamento é fraco. Colocamos em prática nosso grande plano e mais uma vez não houve conversa. O pedido foi negado.

Mudamos o foco da abordagem, pedi ao revendedor das luvas que nos enviasse um relatório dos maiores compradores da tal luva LARANJA. Os concorrentes estão investindo na compra dessa luva, mais confortável, mais durável e que protege mais eficazmente o trabalhador. Mostramos o levantamento para a gerência e o plano mirabolante, mais uma vez não teve sucesso.

Por fim e já muito brava com a situação, fiz a seguinte estimativa:

AZUL

LARANJA

Quanto tempo dura a luva?

5 dias de trabalho

15 dias de trabalho

Quanto custa o par?

R$ 6,40

R$ 8,70

Qual o valor gasto em luva X 1 funcionário X 1 mês?

R$ 25,60

R$ 11,60

Qual o valor gasto em luva X 1 funcionário X 1 ano?

R$ 307,20

R$ 139,20

Quantos trabalhadores usam a luva, em média?

180

180

Quanto se gasta na obra, por ano, com essa luva?

R$ 55296,00

R$ 25056,00

Valor da diferença do gasto anual com as duas luvas… Pasmem:

R$ 30240,00

Levamos então a tabela para a gerência e ainda completei: “Se vocês querem jogar fora 30 mil por ano, depositem na minha conta pra eu comprar um carro zero, eu não ficaria constrangida!” Com esse argumento eu tinha certeza de que conseguiríamos trocar a bendita luva. Mas…

Sabe qual foi a resposta? Essa obra já está acabando, o custo está muito alto, precisamos reduzi-lo. Passaremos a comprar uma luva que custa R$ 1,20 (comentário de Thais: Aquela que dura 1 dia), reduziremos também os gastos com sinalização, estamos reduzindo as horas extras da equipe de segurança do trabalho (comentário de Thais: A equipe continua trabalhando até tarde, mas o técnico da área vai embora às 17h), estamos pensando em cancelar o plano de saúde, a água mineral…

Frustração. Não dá pra definir o que eu senti com outra palavra. Nesse caso a última coisa que se pensou foi no conforto ou na saúde do trabalhador, na prevenção, nas estimativas de acidente. O único critério considerado foi o custo.

Os profissionais de QSMS (Qualidade, Segurança, Meio Ambiente e Saúde) são consultores na organização. Nossa função é orientar, dar a diretriz. Se, no entanto, quem nos paga não nos ouve… Fazendo um link com a qualidade, pensei em várias situações parecidas, a escolha de fornecedor, até mesmo a escolha do organismo certificador, disponibilizar ou não a força de trabalho para treinamento, trazer de fora um consultor, um palestrante ou um auditor interno, ações que esbarram no custo, e apenas no custo.

Diante do caso da luva azul eu não pude fazer mais nada, meus argumentos acabaram. Mas eu tenho uma certeza: Vou continuar brigando pelas luvas, pelos fornecedores, pelos bons profissionais, pela qualidade, pela segurança do trabalhador, pelo atendimento a legislação, pelos requisitos de cliente e por tantas outras coisas nas quais acredito. Posso até ser “voto vencido”, mas eu não desisto. Sou paga pra fazer o meu trabalho, não pra ser boazinha!!!

COMENTÁRIO DO BLOG:

Mais um texto da Thaís no BBB do Qualiblog! Frustração faz parte do show, infelizmente…

Quem nunca fez o máximo para convencer a Direção de alguma coisa relacionada à Qualidade e acabou dando com os burros n’água? O negócio é tocar a bola prá frente e paciência… Nem sempre estamos certos, é verdade, afinal somos humanos. Mas todas as luvas azuis que encontramos pela frente só nos fazem exercitar o que aprendemos sobre qualidade, não podemos desistir de mostrar que a qualidade é um ótimo investimento, se for levada realmente a sério.

E você? Não vai deixar a gente dar uma espiadinha na sua história?

Manda para o Qualiblog um texto, um vídeo (ou os dois!) contando um lance interessante da sua vida profissional para publicar e mostrar para todo mundo! Clique aqui para participar também!

Mais uma planilha para vocês


O Rogério de Freitas, leitor do blog, me mandou dias atrás esse e-mail:

Boa tarde Ronaldo,

Eu aqui na minha empresa tenho um grande trabalho para não deixar nenhuma licença vencer, pois tenho que cuidar das licenças da MTZ, Filiais e alguns fornecedores.

Criei esta planilha para fácil visualização das licenças que estão vencidas e as licenças que estão próximas do vencimento.

Quando licença está vencida o célila fica vermelha, e quando está próxima de seu vencimento fica amarela, ( Eu aqui padronizei que sempre com 90 dias de antecedência dou entrada no processo de renovação, para que não ocorra erros.)

Acho muito legal isso! Fico contente quando alguém vem aqui para dividir algo com todos através do Qualiblog, pois isso torna este espaço mais interativo, mais plural!

Se você precisa de uma planilha assim, e acho que muita gente pode precisar, é só clicar na imagem acima e baixar, rápido, grátis e seguro!

E ela vai estar disponível depois na página Qualidownloads do blog, também!

Obrigado, Rogério!!!

Selo Best Quality


Atender a ISO 9001 é suficiente?

Já foi. Hoje é consenso que isso não oferece destaque praticamente nenhum. Ter um Sistema de Gestão da Qualidade não é mais do que obrigação e se iludem os empresários que ainda acham que um certificado ISO 9001 é uma vantagem competitiva, um elemento de marketing que irá destacar sua empresa no mercado. Mas isso não significa que a certificação ISO deixou de ser importante; apenas que não é mais um diferencial.

É esse o ponto. – Ter um diferencial que destaque a empresa na multidão e atraia a atenção dos clientes. Para conseguir esse “plus”, esse algo a mais, a empresa precisa ir além da ISO 9001, que nesse caso passa a ser só um primeiro passo. Ela precisa ao menos se aproximar da excelência. E é aí que entram os Prêmios de Gestão, oferecendo a oportunidade da empresa provar que merece esse tão desejado destaque!

Pode ter certeza de que um troféu diz mais do mil palavras num certificado!… Há diversos prêmios hoje, então o que não falta são meios da empresa que de fato deseja e faz por merecer, conseguir expor para seus clientes e mercado a qualidade de seus produtos e serviços.

Agora a Revista Banas, que já promove o Prêmio Banas Qualidade, criou mais uma oportunidade para as empresas, seus produtos e serviços. Vejam a matéria veiculada na revista Banas Qualidade de Janeiro/2010:

Uma nova marca da Qualidade no mercado

A Revista Banas Qualidade com o objetivo de reconhecer as empresas com melhores praticas de gestão, lançou em meados de novembro o Selo Best Quality 2009, utilizando nove critérios para definir a empresa de qualidade.

Ainda em fase de testes, mas já com resultados efetivos, a pesquisa de 2009 já indicou diversas empresas que se qualificaram dentro dos nove critérios de seleção do selo. E o que é mais importante, com destaque para seus Produtos e Serviços.

O selo é uma das maneiras encontradas para o mercado diferenciar e selecionar produtos e serviços com boas condições de competitividade seja em qualidade, atendimento pós venda, e assistência técnica, ligados a uma empresa que utiliza as melhores praticas de gestão.

Para melhor entender os critérios utilizados, damos uma pequena definição de cada um deles:

• Gestão centrada nos clientes: Criação de valor de forma sustentada para os clientes, visando aumentar sua satisfação e a competitividade da organização. Todas as organizações dependem de seus clientes. Devem, portanto, conhecer e compreender suas necessidades, presentes e futuras, e desenvolver sistemas e estratégias para atendê-las e superá-las.

• Liderança e constância de propósitos: Atuação de forma aberta, democrática, inspiradora e motivadora das pessoas, visando ao desenvolvimento da cultura da excelência, à promoção de relações de qualidade e à proteção dos interesses das partes interessadas.

· Melhoria contínua e aprendizagem: Busca e alcance de patamares cada vez mais satisfatórios de conhecimento e de desempenho da organização. É necessário, portanto, que a melhoria e a aprendizagem estejam internalizadas na cultura organizacional tornando-se parte do trabalho cotidiano e sejam incorporados em todo o seu funcionamento.

• Valorização das pessoas: Criação de condições para que as pessoas que compõem a força de trabalho se realizem e maximizem seu desempenho, por meio do comprometimento, desenvolvimento de competências e espaço para empreender. O sucesso de uma organização é fortemente dependente do conhecimento, habilidade, criatividade e oportunidade das pessoas que compõem sua força de trabalho.

• Ação pró-ativa e resposta rápida: Capacidade da organização de se antecipar ou responder de forma rápida às mudanças de cenários e às necessidades dos clientes e das demais partes interessadas.

• Gestão por processos: Identificação do conjunto de processos de uma organização, seguida do planejamento, controle e melhoria contínua de cada um deles. A identificação e a análise de processos levam ao melhor entendimento de como funciona a organização.

• Responsabilidade social e ambiental: Relacionamento ético e transparente da organização com todas as partes interessadas, preservação de recursos ambientais e culturais para gerações futuras, respeito à diversidade e promoção da redução das desigualdades sociais.
• Foco nos resultados: Comprometimento com a obtenção de resultados que atendam, de forma harmônica e balanceada, as necessidades de todas as partes interessadas na organização.

• Desenvolvimento de Parcerias e Integração do setor: Alinhamento de ações entre os agentes envolvidos na cadeia produtiva do setor.

A grande modificação do Selo Best Quality para 2010 é de que ele não mais dependerá apenas de uma pesquisa que levou à seleção das empresas por número de indicações.

Nesta nova versão as empresas que desejarem usar o Selo Best Quality 2010 deverão fazer uma inscrição voluntária no sistema que será disponibilizado em site na Internet e se submeter a um questionário que irá gerar um Relatório de Auto Avaliação.

O relatório é dividido em nove fases e cada uma destas fases possui uma pontuação. Esta pontuação é que determinará a classificação da organização para uso ou não do selo. Para cada fase deverá haver a respectiva argumentação de prova de que as ações enunciadas estão sendo realizadas. Através de um sistema de sorteio aleatório será feita a checagem das informações por amostragem.

Cremos que desta forma, conseguiremos ser mais claros e transparentes quantos aos critérios que norteiam o Selo Best Quality, além do fato de que todo o processo estará documentado e disponibilizado.

Fonte: Revista BANAS Qualidade

Prêmios de Qualidade, na minha opinião, nunca são demais. Todos eles são um incentivo para que a empresa evolua, melhore; e quem ganha com isso no final não é apenas a empresa. São os clientes, consumidores, os profissionais que se orgulham de trabalhar numa empresa premiada…

Meus parabéns à BANAS QUALIDADE por criar mais um incentivo à melhoria continua das empresas, produtos e serviços que consumimos, criando mais um caminho para a excelência.

Especial agradecimento ao Hayrton Prado, Editor da BANAS, que gentilmente cedeu a matéria acima.

Sua história – Causos reais


Por Darcio Calligaris

Tenho muitas estórias para contar, aliás estou há mais de 3 anos para escrever um livro sobre histórias da industria farmacêutica, na qual atuei por mais de 30 anos e agora sou consultor e professor. Seguem três pequenos casos:

1) Sou um dos alicerces da introdução das boas práticas de fabricação na indústria farmacêutica, naquela época chamava-se GMP, e eu como um chefe de produção onde tinha funcionários que mal sabiam ler e escrever, como iriam entender GMP, falando Good Manufacture Pratices? Era difícil, mal falavam o português, então comecei a divulgar a idéia de BPF, que seria mais fácil de pronunciar e entender e desta forma o pessoal conseguiria entender do que se tratava.
Na verdade foi difícil…

2) O valor da comunicação: Estava na produção preparando uma suspensão de revestimento quando solicitei ao operador que me acompanhava para jogar o saco de corante no solvente e misturar até dissolver.
Vendo que ele estava demorando fui verificar e qual não foi meu espanto quando vi que ele estava misturando o saco fechado com o corante dentro.

3) Meu colega que trabalha em uma empresa alemã, estava com uma inspeção da matriz.
Quando estavam passando pelo almoxarifado de produtos acabados, uma enorme mosca varejeira passou por eles quase atropelando o inspetor alemão, e este perguntou para meu colega:

- O que é isso?

Meu colega respondeu: – É o nosso “robô de inspeção“, ele tem uma câmera acoplada que filma o depósito acusando irregularidades. (!!!)

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A história acima sobre o BPF é de quanto as empresas começaram a engatinhar com GMP no Brasil, as outras duas, representam fatos que ainda ocorrem em muitas empresas e continuarão ocorrendo, pois a qualidade ainda não é algo que preocupa alguns empresários, colegas e funcionários com outras formações acadêmicas como médicos e engenheiros.

Posso citar um exemplo recente (real) em uma empresa onde o Gerente de Manutenção foi alertado de um pequeno buraco no telhado que fazia comunicação com uma sala de fabricação de antibiotícos, a Gerente de Garantia de Qualidade estava ciente, mas o bom relacionamento que tinha com o Gerente de Manutenção e a sua amizade medrosa com o diretor da área, deixava-a temerosa em cobrar.

A desculpa do gerente de manutenção era que não estava chovendo e portanto não traria riscos, quando viesse a época de chuva ele iria providenciar.

Eu não consegui entender porque algo tão simples não foi resolvido de imediato, só tinha uma explicação o gerente de manutenção era “queridinho ” do diretor responsável da área…

Conclusão: Por casualidade do destino, no dia de inspeção da Anvisa foi detectada uma pomba na área, imagine por onde ela entrou, creio que foi uma grande lição, mas posso afirmar que este gerente de manutenção não aprendeu, pois continuou a não dar importância aos pequenos detalhes que fazem a qualidade…

Cordiais Saudações,

Darcio Calligaris

COMENTÁRIO DO BLOG:

Mais um no BBB do Qualiblog! O Darcio contou situações que ele viveu e que teve conhecimento em sua longa carreira na Qualidade!

Engraçado com acontecem coisas na vida profissional que parecem piada! Eu tenho algumas historinhas também (acho que todos têm, não é mesmo?).Agora, vamos combinar: o cara da da mosca merece o troféu “1o. lugar em presença de espírito”!!! Essa nem parece verdade… Mas contada por um profissional sério, como duvidar?

Conheça o site do Darcio:

A N55 Pharma, Cosmetic, Food & Raw-Material Solutions

E você? Não vai deixar a gente dar uma espiadinha na sua história?

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