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Archive for Dezembro, 2007

Objetivos para 2008

27 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 6 comentários

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Bem, escrevi este post principalmente para agradecer a todos que visitaram o Qualiblog em 2007, desejar um ano novo repleto de conquistas e dentro do maior espírito de melhoria contínua ou seja, mais próspero, mais feliz e mais satisfatório que o anterior!

Podemos dizer que a contagem regressiva já começou para 2008, e muita gente está em férias coletivas ou com a cabeça já voltada para a virada do ano. E é normal nesse período fazermos uma análise do ano que passou, dos objetivos atingidos, dos projetos futuros e a inevitável lista de resoluções para o ano novo (que quase sempre não é posta em prática)

Mas ao menos no que se refere ao blog, em 2008 tenho muito o que fazer:

* Iniciar os textos da página “Comentando a ISO 9001

* Incluir novos modelos de fluxogramas e explicá-los

* Incluir novidades na página “Vida de Qualidade

* Conseguir colaboradores para o tema 6 Sigma (aliás, agradeço se enviarem material, artigos, etc…)

* Manter o blog atualizado com a máxima frequência possível

Pode não parecer, mas dá bastante trabalho. O que é gratificante nesse projeto é partilhar conhecimento e opiniões, então conto com vocês em 2008!

Feliz 2008

Os melhores de 2007

20 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 1 comentário

BBB FinalComo blogueiro iniciante, fico com um olho no meu blog e outro na net (tá, o ditado é outro, eu sei… o_O)
Então não poderia deixar de ver o resultado, em 13/12/2007, do Best Blogs Brasil, e fiz questão de divulgar aqui a lista dos tops premiados. (para conhecer todos os concorrentes, veja no link acima a lista oficial, onde você poderá visitar cada um deles).

Particulamente quero dar os parabéns à Cynara Peixoto, idealizadora do prêmio.

Melhor Blog: http://www.interney.net/blogs/inagaki/

Blog Revelação: http://www.irmaosbrain.com/

Melhor contribuição à blogosfera: http://www.blogblogs.com.br/

Melhor design: http://garotasquedizemni.ig.com.br/

Melhor blog individual: http://www.contraditorium.com/

Melhor blog coletivo: http://www.jacarebanguela.com.br/

Melhor blog sobre blogs: http://www.brpoint.net/

Melhor comunidade de blogs: http://www.blogblogs.com.br/

Melhor post do ano: http://tinyurl.com/ypza2m

Pior momento da blogosfera: Estadão X Blogs (noticiado, comentado e dissecado em toda a blogosfera)

Melhor blog adulto: http://www.clubedaputariabr.com/

Melhor blog de artes e cultura: http://sedentario.org/

Melhor blog de beleza e saúde: http://www.eucapricho.com/

Melhor blog de esporte: http://futepoca.blogspot.com/

Melhor blog de entretenimento: http://www.jacarebanguela.com.br/

Melhor blog de humor: http://www.irmaosbrain.com/

Melhor blog de mercado e finanças: http://dinheirama.com/

Melhor blog de política: http://www.perolaspoliticas.com/

Melhor blog de publicidade: http://www.brainstorm9.com.br/

Melhor blog de temas diversos: http://www.inovavox.com/

Melhor blog de tecnologia: http://www.meiobit.com/

Melhor blog pessoal: http://www.interney.net/blogs/inagaki

Melhor podcast: http://www.mondopalmeiras.net/

O que esta lista tem a ver com o Qualiblog? Ora, eu falo sobre qualidade! Esta lista reflete o que há de melhor na blogosfera brasileira, por votação livre, então demonstra a PERCEPÇÃO de qualidade que estes blogs provocam em seus freqüentadores, seus “clientes”…

CategoriasIdéias Gerais Tags:, , , , ,

Indicadores – tipos, vantagens e critérios para escolha

9 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 14 comentários

Mini avatarNos posts anteriores mostrei como construir um indicador de fácil interpretação e dei algumas idéias sobre seu uso. Agora vamos aprofundar um pouco o tema:

Tipo de indicadores:

Efeito (itens de controle): Satisfação dos Clientes com a organização.

Causa (itens de verificação): Satisfação dos Clientes com o atendimento do setor de vendas.

Níveis dos indicadores:

Estratégico: avaliam os principais efeitos das estratégias nas partes interessadas e nas causas desses efeitos, refletem os objetivos e ações da organização como um todo e não de um setor específico;

Gerencial: verificam a contribuição de um setor, processo ou unidade às estratégias da organização;

Operacional: avaliam individualmente os processos, para verificar se estão sujeitos à melhoria contínua e à busca da excelência.

Qualificação dos Indicadores:

Eficácia: grau em que os objetivos são atingidos e obtidos na saída dos processos.

Eficiência: avaliam os recursos consumidos para atingir os resultados planejados

Vantagens dos indicadores:

Trazem transparência na divulgação de resultados e interesses;

Garantem o alinhamento dos esforços e estabelecem uma linguagem e objetivos comuns a toda a organização;

Motivam a busca do sucesso por todos os níveis da organização;

Definem critérios objetivos para reconhecimento das pessoas;

Por tudo isso, podemos ver que o uso de indicadores é mais do que adequado para o gerenciamento dos processos, e que são uma ferramenta muito poderosa quando bem utilizados.

Indicadores – definição de metas, médias e análise

9 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 7 comentários

Mini avatarNo post anterior falei sobre o conceito de Indicadores, agora falarei sobre definição de metas, médias e análise do indicador. Primeiro, observem o seguinte: um indicador sem meta é apenas um gráfico de acompanhamento. Ele só passará a ser um indicador depois de estabelecida a sua meta.

Cada processo possui parâmetros próprios e mais adequados à medição e acompanhamento, que permitam a criação de indicadores eficazes. Evite criar indicadores inexpressivos, que não tragam valor para o processo nem se traduzam em melhorias. Isso é enganar a si próprio. Além disso, um processo sem medição pode acabar perdendo o controle e ser mal administrado. Indicadores eficazes têm um impacto positivo sobre a satisfação dos clientes (internos e externos, conforme o caso) e permitem a melhoria contínua no processo.

Quando não temos metas claras ou mesmo a segurança para defini-las, uma medição prévia pode ser feita para termos uma idéia de que ponto estamos no nível de qualidade do processo. Esta medição prévia pode ser feita com base em informações históricas ou levantamento direto. Exemplo: Kg produzidos por funcionário. Se houver um arquivo da produção de digamos, 12 meses anteriores, dividir a produção de cada mês pelo número de funcionários do mesmo período pode ser uma forma de obter um histórico. Vamos supor que tenhamos conseguido valores oscilando entre 120 e 170 kg/mês por funcionário. Isto nos daria uma média histórica de 145. Esta pode ser a nossa meta inicial, ou um valor pouco acima deste pode ser estabelecido como desafio de melhoria. Observe que aqui já conseguimos ter uma idéia da capacidade do processo e um valor de referência central: a média histórica. A figura abaixo ilustra esse indicador como está agora:

Indicador 001

Indicador 001

O Excel é uma excelente ferramenta para administrar os indicadores e gerar os gráficos. No exemplo, foram gerados três gráficos: Um para a média histórica, um para o acompanhamento (central) e um para a média atual e a meta (à direita). Estabelecida uma meta alcançável, devemos medir periodicamente o parâmetro. Neste caso do exemplo, mensalmente verificaremos o índice alcançado e deveremos fazer uma análise do resultado, identificando e tomando as ações necessárias. A cada mês atualizamos o indicador e divulgamos os resultados.

Indicador 002

Indicador 002

Continua…

Qualidade para Principiantes

9 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 1 comentário

Qualidade para Principiantes Eu navego bastante pela internet, e sempre me deparo com bons trabalhos na área da Qualidade. Este livro, da autora Maria de Lurdes Antunes, eu descobri assim. Ainda não consegui adquirir o livro, que não está à venda no Brasil, mas através do blog da autora tive contato com um dos textos que o compõem, e que reproduzo abaixo. Uma história do dia-a-dia, que pode ocorrer comigo ou com você, mas que funciona como parábola da qualidade. Não vejo a hora de conseguir o livro, já busquei contato com a editora em Portugal e aguardo resposta.

Qual é afinal o significado do conceito Qualidade?

” Esta é uma questão a que a maioria das pessoas não sabe responder com rigor. Acredito no entanto que, apesar de a maior parte das pessoas não a saber definir correctamente, sabe identificá-la quando a vê ou sente.

A este propósito, vou partilhar agora consigo uma pequena história…

Eu nunca fiz parte daquele grupo de mulheres que arquiva no sótão, na garagem ou atrás da porta da casa de banho, uma imensidão de pares de sapatos e equiparados, que às vezes nem conseguem lembra-se daqueles que efectivamente têm. Gosto, no entanto, de ter os necessários e, acima de tudo, aqueles onde os meus pés se sintam confortáveis, o que, refira-se, não é fácil, especialmente em épocas em que se usam bicudos e estreitos e onde dificilmente entram pés como os meus (de plebeia).

Quando necessito de comprar um novo par, experimento sapatos e mais sapatos. As senhoras que me atendem esforçam-se (às vezes!!! …) por manter um sorriso mas, a pose cai totalmente quando, depois de experimentar dez pares digo: “Desculpe mas não vou levar, não gosto de os sentir no meu pé!…”

No verão passado fiz uma romaria deste género à procura de sandálias. Depois de percorrer n cidades e x, y e z sapatarias lá encontrei umas que me agradaram. A senhora da loja fez questão de me dizer que com aquelas sandálias parecia ter pé de princesa e que ela própria trazia umas iguais calçadas. Eram, segundo as suas palavras, super confortáveis e resistentes.

Comprei as sandálias plenamente convencida de que tinha feito uma grande aquisição. Calcei-as no dia seguinte. A manhã correu normalmente e eu estava encantada com elas. Eram extremamente confortáveis e, de facto, o meu pé nem parecia meu… Mas este encanto foi sol de pouca dura. Quando regressava do almoço, à saída do restaurante, o salto de uma das sandálias partiu-se. Nem queria acreditar! Completamente novas!

Como a sapataria era distante peguei nas sandálias e levei-as ao sapateiro mais próximo. Depois do seu conserto voltei a calçá-las. E eis que, novamente à hora de almoço (!!!), parte-se o salto da outra sandália. Se da primeira vez não queria acreditar, agora não sabia mesmo como expressar os meus sentimentos!…

De facto, eu não disse à vendedora que queria umas sandálias para trazer o dia inteiro ou cujo salto tivesse resistência suficiente para se poder fazer um pequeno percurso. Não me pareceu que fosse necessário. Está implícito, eu diria mesmo ser obrigatório, que um par de sandálias consiga resistir a passeios a pé por um período superior a um dia…

Eram de facto confortáveis e esteticamente muito agradáveis, mas não conseguiram responder ao que eu esperava delas, o que, no caso, nem sequer era nada de especial relativamente ao que qualquer pessoa exigirá quando compra um par de sandálias. Resumindo: podiam ter várias qualidades mas não tinham qualidade, pois não respondiam às minhas “… expectativas … implícitas…” logo, para mim, não tinham Qualidade. “

Maria de Lurdes Antunes, Qualidade para Principiantes, Edições Sílabo, 2007

Indicadores – Como e onde aplicá-los

3 / Dezembro/ 2007 ronaldocgq 24 comentários

Indicadores

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Dentre os novos conceitos adotados com a ISO 9001:2000 encontramos os Indicadores, que são ferramentas para acompanhamento e avaliação dos processos. Mas onde aplicar Indicadores? Bem, a resposta definitiva para essa pergunta só você pode dar, mas umas dicas ajudam a definir melhor o uso dessa ferramenta:

O item 5.4.2 (Planejamento do sistema de gestão da qualidade) da ISO 9001:2000 diz o seguinte:

A Alta Direção deve assegurar que

a) o planejamento do sistema de gestão é realizado de forma a satisfazer aos requisitos citados em 4.1, bem como aos objetivos da qualidade, e

b) a integridade do sistema de gestão da qualidade é mantida quando mudanças de gestão da qualidade são planejadas e implementadas.

… e é só.

Curiosamente, em todo o texto da ISO 9001:2000 não existe a palavra “Indicador”. É na ISO 9004 que encontramos, num detalhamento mais amplo do requisito 5.4.2, uma referência aos “Indicadores para avaliação da melhoria do desempenho da organização”. Não é de se admirar que o conceito seja tão nebuloso para muitas pessoas, principalmente aquelas sem familiaridade com estatísticas.

Os indicadores são, geralmente, gráficos que permitem visualizar o desempenho de um determinado processo. Podem ser qualitativos ou quantitativos, dependendo dos dados analisados e da intenção estabelecida na sua escolha. Exemplo: Um gráfico que represente o tempo de resposta de um processo ao seu “cliente” pode ser considerado qualitativo, e um que acompanhe o volume de produção mensal de um setor ou equipamento é quantitativo.

Agora, todos os processos da organização devem ter indicadores? Não necessariamente. O importante é que o indicador permita avaliar e agir sobre o processo. Para isso, primeiro precisamos definir quais processos necessitam de acompanhamento e, em cada empresa há um grupo diferente de processos nessa situação. Não adianta criar um indicador de “Atrasos por Funcionário”, se este parâmetro não afeta a qualidade, a produtividade, etc.
Imagine o seguinte quadro: Na empresa “X”, as máquinas precisam de um tempo de aquecimento antes de iniciar a produção do dia. Acontece que grande parte dos operadores costuma se atrasar com freqüência, e os operadores do turno anterior desligam as máquinas caso o final do turno chegue e o seu substituto ainda não entrou. Nesse caso hipotético, talvez um indicador pudesse sinalizar as perdas de produtividade causadas pelo cenário e então poderiam ser tomadas ações para corrigir o problema, ações essas conforme decisão da Alta Direção da empresa. Já na empresa “Y”, os atrasos são bem raros. Neste caso, o mesmo indicador seria inócuo, não fazendo sentido algum sua aplicação. O exemplo, apesar de simples, serve para demonstrar a inutilidade de se criar e/ou manter indicadores que não têm necessidade de existir: são um desperdício de trabalho.

Após a definição dos processos que deverão ser acompanhados, começa o trabalho de criação do indicador. Este pode ser um passo complexo ou não, depende do parâmetro utilizado. Em alguns casos, não temos uma idéia clara do que medir. Aí, vale a experiência dos envolvidos, o conhecimento do processo, e um brainstorming pode ajudar muito a encontrar o parâmetro adequado para cada processo. Em outros casos, o parâmetro é óbvio, como Atendimento do Prazo de Entrega: a diferença entre a data definida no pedido e a entrega real é o indicador mais adequado normalmente. (Para esse indicador, sugiro contabilizar apenas os atrasos. Os pedidos entregues no prazo ou antes dele devem ser considerados no montante como “entregues no prazo”. Isso permite obter uma média de atrasos que não será influenciada pelos pedidos entregues antes do prazo. Divida então os itens em dois grupos: Entregues até o prazo e Entregues com atraso. )

No próximo post falarei sobre definição de metas, médias e análise do indicador. Por enquanto, observem o seguinte: um indicador sem meta é apenas um gráfico de acompanhamento. Ele só passará a ser um indicador depois de estabelecida a sua meta.