
O custo da não qualidade é o valor gasto em ações corretivas, muitas vezes considerado como o preço de custo do produto ou serviço. O lucro não entra nesse cálculo.
Antes de continuar a leitura, dê uma olhada neste outro artigo aqui, sobre a definição do custo da não qualidade.
Os exemplos abaixo estão bem simplificados para facilitar o entendimento. Não se referem a uma situação real, apenas procuram ilustrar o conceito.
Vejamos a hipótese abaixo:
Mão de obra: R$ 10,00
Insumos: R$ 10,00
Matéria Prima: R$ 25,00
Custos indiretos: R$ 5,00
Custo da Peça: R$ 50,00
Lucro R$ 5,00 (10%)
Preço de venda: R$ 55,00
Situação 1: Sucateamento da peça
Peça Perdida R$ 50,00 (custo da peça)
Peça Nova R$ 50,00 (este valor já considera o re-trabalho, pois o custo de mão de obra para produção normal está incluso no valor)
Neste caso, o custo da não qualidade seria: R$ 100,00!
Situação 2: Recuperação da peça
Mão de obra: R$ 10,00
Insumos: R$ 10,00
Matéria Prima: R$ 25,00
Custos indiretos: R$ 5,00
Custo da Peça: R$ 50,00
Para recuperar a peça, aproveita-se a matéria prima, então o custo da não qualidade se limita aos outros componentes perdidos. Neste caso, seria R$ 25,00
Para peças devolvidas, acrescente o valor de frete, caso seja custeado por sua empresa, o que normalmente ocorre em casos de devolução.
Cada modelo de peça tem um custo específico. Vamos supor que num determinado período houve a perda de uma peça que custava R$ 800,00, num outro período perdeu-se uma peça com valor de R$ 500,00. Evidentemente o custo da não qualidade no primeiro caso foi maior que no segundo, mesmo havendo a perda de uma peça em cada caso. Por isso, é comum considerar o faturamento em Kg e a perda também em Kg, para lidarmos com uma unidade comum a todos os casos, se desejamos trabalhar com uma estatística baseada em unidades. Já para uma análise financeira o exemplo anterior é o adequado, com tudo convertido em valores.
Postado em ISO 9001:2000 | Etiquetas: ação corretiva, custo, devolução, exemplo, qualidade, retrabalho, sucata








