Comentando o item 5.6
Item 5.6 – Análise Crítica pela Direção
Este é o último requisito do capítulo 5 da ISO 9001. Mas como ele deve ser adequadamente atendido?

Em 5.6.1, a ISO indica que deve ser feito um planejamento para a realização dessa análise a intervalos regulares. Com isso, fica a critério da organização definir quando e de quanto em quanto tempo será realizada a ACD. Não podemos esquecer que esta análise é de vital importância para a manutenção do SGQ, que sem uma análise crítica periódica corre um alto risco de estagnar, degradar e morrer.
O quê exatamente é a ACD?
A Análise Crítica pela Direção (ACD) é uma espécie de inspeção do sistema, onde a Alta Direção da organização verifica o andamento das atividades ligadas ao SGQ, seus resultados, suas necessidades, oportunidades de melhoria, etc. Geralmente é feita uma reunião onde devem estar presentes a Direção, o RD (Representante da Direção) e as gerências ligadas aos temas abordados. É uma reunião dirigida, ou seja, precisa ter uma pauta pré-definida onde constem os temas que serão abordados. E os responsáveis por esses temas deverão ter um posicionamento atualizado sobre eles para que a reunião não trave, nem deixe de tratar algum aspecto previsto na pauta, o que não seria nada saudável para o SGQ.
O que se trata na ACD?
Muita coisa! Mas isso não significa que deverá ser um retiro para os dirigentes da organização! O sub-item 5.6.2 – Entradas para Análise Crítica, da ISO 9001 possui sete alíneas que informam a estrutura básica da pauta da ACD. São os seguintes temas:
a) resultados de auditorias,
b) realimentação do cliente,
c) desempenho de processo e conformidade de produto,
d) situação das ações preventivas e corretivas,
e) acompanhamento das ações oriundas de análises críticas anteriores pela direção,
f) mudanças que possam afetar o sistema de gestão da qualidade, e
g) recomendações para melhoria.
Além desses temas, caso a organização ache necessário, outros poderão ser abordados também. O importante é que esses sete temas sejam obrigatoriamente tratados, pois são os essenciais para o SGQ. É com base neles que obtemos as Saídas da Análise Crítica (sub-item 5.6.3):
a) melhoria da eficácia do sistema de gestão da qualidade e de seus processos,
b) melhoria do produto em relação aos requisitos do cliente, e
c) necessidade de recursos.
Com isso, o SGQ é mantido atualizado, em sintonia com os objetivos da organização e alinhado com suas políticas. A Direção por sua vez se mantém informada sobre a situação do SGQ, decide quais melhorias deverão ser executadas, quais podem ou devem esperar, etc…
E depois?
Esta reunião deve ser registrada em uma ata, que servirá inclusive para nortear a próxima ACD. Não esqueçam que esse é um dos registros obrigatórios da ISO!
Dêem também uma olhada no artigo do Didaskou sobre o tema, clicando aqui.
Veja todos os artigos desta série aqui. E um modelo de Ata para ACD na página Qualidownloads!
Foto: Os dois presidentes coreanos a regar a “arvore da paz” com água das duas Coreias (Out./2007). Achei que tinha tudo a ver com o artigo, pois vejo a ACD como um momento em que a Direção “rega” o SGQ, para que ele cresça e dê frutos na organização. Fonte: Estudante Digital




Depois de concluir o curso de AUDITOR LÍDER (ufa!!!) eu estou de volta e essa semana colocarei novos posts, inclusive falando sobre minhas impressões do curso. Mas antes, decidi encerrar a enquete onde pesquisei a opinião de vocês sobre o blog. Foram 354 visualizações mas apenas 31 votos… Serve como amostragem, mas como qualquer pesquisa de satisfação do cliente, o retorno foi baixo. Isso é comum, inclusive farei um artigo comentando alternativas para esse tipo de pesquisa que não incomodem o cliente. Vejam o resultado:

A ISO, organização cujo nome é International Organization for Standardization, é uma entidade não governamental criada em 1947 com sede em Genebra – Suiça (foto). O seu objetivo é promover, no mundo, o desenvolvimento da normalização e atividades relacionadas com a intenção de facilitar o intercâmbio internacional de bens e de serviços e para desenvolver a cooperação nas esferas intelectual, científica, tecnológica e de atividade econômica.


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