Wagner Campos é Especialista em Marketing e Palestrante em Vendas, Motivação e Liderança. É Consultor de Empresas e Diretor da True Consultoria empresa que desenvolve estratégias para o crescimento e a aceleração de negócios. Contribuiu com empresas como Cervejaria Brahma, Unibanco, Multibrás Eletrodomésticos e Sebrae. É autor do Livro “Vencendo Dia a Dia”.
Eu sou fã dos textos dele, principalmente da série Contos Corporativos, onde com base em fábulas e contos consagrados ele desenvolve analogias com o mundo corporativo, o dia a dia das empresas. E faz isso magistralmente, com uma criatividade e sagacidade que poucos têm. Deliciem-se com esse conto abaixo, onde o Mundo Mágico de Oz toma novo significado:
O MUNDO CORPORATIVO DE OZ

Em maio de 1900 Lyman Frank Baum lança uma história que fez grande sucesso no mundo todo: “O Maravilhoso Mágico de Oz”. Nesta história faziam parte a jovem menina Dorothy e seu cão Totó que haviam sido pegos por um furacão e levados a uma terra distante e desejavam retornar para casa, um espantalho que queria um cérebro para ter pensamentos inteligentes, um homem de lata que tinha o sonho de ter um coração e um leão covarde que desejava obter coragem. Claro que existia uma bruxa, conhecida como bruxa do leste e o tal mágico.
Para que a jovem menina e seus novos amigos (espantalho, homem de lata e leão covarde) conseguissem o que desejavam, precisavam seguir a estrada dos tijolos amarelos até o Mágico de Oz e atender aos desejos dele, entre eles, derrotar a bruxa.
Não é difícil localizar profissionais que aparentemente caíram de um furacão num território em que estão desacostumados e sentem-se perdidos e diferentes. Seu único amigo é o “Cachorrinho Totó”, algo que utilizam para se sentirem mais seguros e que dependendo do momento, pode levar estes profissionais ao sucesso ou fracasso, tudo depende se saberão segurar ou soltar o “Cachorrinho Totó” na hora certa.
Nesta jornada dentro deste novo mundo corporativo, seguem o conselho dos demais e caminham sobre a estrada de tijolos amarelos em direção ao mágico. A estrada de tijolos amarelos é conhecida por todos. É segura e fácil.
Nela fazem amigos espantalhos, sem cérebros que desenvolvem suas atividades rotineiramente, sem ter a mínima idéia do que estão fazendo, porque estão fazendo e até mesmo desde quando estão fazendo. Até para saírem do lugar e caminharem na mesma estrada conhecida e segura precisam de ajuda, de um empurrão para saírem da estaca. Mas as idéias e criatividades nunca fizeram parte da vida deles, pois não tinham cérebro.
Conforme caminham pela estrada, conhecem os homens de lata e sem coração. Profissionais estes que muitas vezes carregam em seu peito um baú de rancor e frustração, além de inseguranças e dúvidas constantes. Não vêem perspectivas futuras, pois enferrujaram-se após algumas chuvas de decepções vividas. Somente com a lubrificação feita através do entusiasmo e determinação destes novos profissionais, os homens de lata conseguem se mover e caminhar na mesma direção.
Em um momento, encontram os leões covardes. Aqueles profissionais que “urram” durante algum debate ou sugestão de mudança, mas não têm a coragem para implementar qualquer mudança ou mesmo falta a coragem e certeza em seus ideais para manter sua opinião e projetos. São aqueles profissionais que todos ouvem, mas ninguém considera. E justamente por esta covardia, é facilmente volúvel e aceita o convite dos funcionários Dorothys para irem a busca do Mágico. Pois para os funcionários leões, que não têm para onde ir, qualquer caminho serve.
Ao chegarem ao mágico que nada mais é do que a missão da empresa, passam a conhecer seus objetivos e metas e são colocados à prova onde, para obterem o que desejam, precisam derrotar a bruxa do leste, ou seja, atingir os objetivos comuns da empresa, visando o desenvolvimento pessoal e profissional de todos, bem como os resultados que a empresa precisa.
Após conseguirem derrotar a bruxa, superando as metas previstas, descobrem que o mágico não é tão mágico assim, mas apenas uma empresa que também tem seus limites, mesmo que os projetos sejam bem traçados.
Mas, um mágico digno e uma empresa ética cumprem com suas promessas. Dão um cérebro ao espantalho mas não se trata de um cérebro de verdade e sim o incentivam a apresentar suas idéias, projetos e sugestões junto a uma equipe, reconhecendo o grande valor de sua participação.
O homem de lata recebe seu coração, passando por mais treinamentos, recebe feedbacks que nunca teve a oportunidade e acaba conhecendo melhor seus companheiros de trabalho e a empresa. Passa assim a respeitar e participar mais das atividades coletivas e trabalhando em equipe.
O leão covarde recebe a coragem tão esperada. A coragem para falar, ouvir, sugerir, participar, desenvolver, negar, interagir e não mais ficar apegado em sua zona de conforto, limitando seu potencial. É incentivado a lutar com determinação pelo que acredita ser justo e correto. E o mais importante, sempre que o leão participar, todos prestam atenção e debatem construtivamente a respeito.
Os funcionários Dorothys finalmente têm seus desejos atingidos. Não querem mais ir embora, para casa, pois identificam a empresa sendo sua nova casa, seu novo lar profissional. A convivência e participação no desenvolvimento dos espantalhos, homens de lata e leões transformaram estes jovens profissionais em multiplicadores de resultados e gestores de sucesso dentro da nova organização.
Tudo isso foi possível mantendo o foco na caminhada, seguindo os tijolos amarelos do sucesso e derrotando a bruxa das dificuldades.
Para conhecerem melhor o trabalho de Wagner Campos, acessem o site da True Consultoria e conheçam as outras histórias desse profissional incrível!
Imagem gentilmente usurpada de blogs.guardian.co.uk









