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Instruções de Trabalho em Fluxograma

Um Fluxograma de Processo é uma das maneiras mais eficazes de apresentar uma Instrução de Trabalho (IT), que quando desenvolvida em texto, geralmente ocupa várias páginas. Para o exemplo que vou mostrar agora, antes eu tinha um documento com cinco páginas. O fluxograma desenvolvido mostra com mais clareza como flui o processo, facilita o treinamento de novos integrantes do CQ e ocupa apenas uma página. É uma IT sobre “Tratamento de Não Conformidades e Ações Corretivas/Preventivas”, que orienta como utilizar o formulário de NC/Ações (disponível na página Qualidownloads). É um processo relativamente complexo, executado em etapas e que passa por várias pessoas (nem sempre as mesmas) até sua finalização.

Para conseguir esse resultado utilizei um fluxograma onde as atividades são acompanhadas de balões explicativos, um recurso útil para incluir mais informação nos pontos exatos onde ela for necessária. Além disso, existem atividades paralelas decorrentes do processo, mas que não ocorrem precisamente no mesmo tempo dos eventos. Para resolver isso graficamente, elas foram apresentadas num quadro destacado, como se fossem parte de um outro processo, mas não são. Apenas ocorrem num tempo diferente.

Como fazer a transição do texto para o fluxograma?

1 – Primeiro é preciso ler de uma forma analítica a IT, identificando o passo a passo do processo. Sugiro uma leitura integral do documento, depois uma outra, quando se irá destacando as atividades com um marca-texto. Marque tudo que refletir uma ação em uma cor. Informações importantes em outra.

2 – Agora é hora de transpor as atividades para um rascunho do fluxograma. É um rascunho mesmo! Faça a mão livre em folhas A4 lisas, quadriculadas, o que preferir. Por enquanto ignore as informações importantes que destacou, foque apenas nas ações e na seqüência em que acontecem.

3 – Verifique se não esqueceu nada, se não deixou nenhum detalhe importante para trás. Se estiver tudo OK, é hora de colocar os balões com as informações necessárias em cada etapa que for preciso.

4 – Faça uma análise crítica do resultado até aqui. A idéia é não deixar de fora nada que for importante, mas também é preciso evitar o excesso de dados. Se tiver algo dispensável, muito óbvio ou irrelevante (geralmente é nos balões que abusamos um pouco) tente ver como fica o quadro sem esses dados. Se não perder o sentido em nenhuma etapa, aquela informação não fará falta alguma!

5 – Passe a limpo o fluxograma. Ele poderá ocupar uma ou duas folhas, dependendo da complexidade. Não tente colocar tudo em uma única folha, a não ser que dê! Não é pecado nenhum usar mais que uma folha e, fique tranqüilo, você não será excomungado se seu fluxograma ocupar mais espaço…

6 – Apresente para as pessoas que desenvolvem a atividade e explique. São elas que poderão apontar eventuais falhas. Se for preciso, corrija antes de emitir a versão oficial.

Clique aqui para ver o resultado.

E se quiser saber tudo sobre fluxogramas para poder desenvolver os seus, conheça o meu e-book “Fluxogramas de Processo – como fazer passo a passo”! É só clicar aqui para ir na Qualiblog E-Bookstore!

  1. Pedro Teixeira
    26 / Abril/ 2009 às 12:20 pm | #1

    Excelente artigo, parabéns!
    ————————————-
    Obrigado, Pedro!

  2. Melissa
    26 / Abril/ 2009 às 8:45 pm | #2

    Muito bom. E você sabe de algum programa freeware para fazer esses fluxogramas sem ser no word?

    Melissa
    —————————————–
    Olá Melissa! Eu indico alguns aqui: http://qualiblog.wordpress.com/2008/07/11/mais-fluxograma-softwares-gratuitos-para-resolver-seu-problema/

    O que eu prefiro é o BizAgi, que inclusive é o que utilizei no exemplo.

  3. yvan
    27 / Abril/ 2009 às 1:06 pm | #3

    Muito bom, eu utilizo o fluxograma também, mas principalmente para apresentações, facilitando, de forma visual, o entendimento do assunto. E com isso, uso o power point, fazendo a apresentação de forma animada.
    —————————————————-
    Tem uma brincadeira com fluxograma, na verdade bem antiga, que transformei em pps… Vou postar aqui no blog, se eu achar.
    Obrigado pela visita e pelo comentário, Yvan!

  4. Alan Fagner
    29 / Abril/ 2009 às 8:22 am | #4

    Bom dia, Ronaldo.
    Depois que entrei na empresa que estou atualmente, percebi que ela tem um rico conteúdo de documentação para o SGQ, mas algumas instruções de trabalho não são facilmente compreendidas pelos funcionários do chão-de-fábrica, o que preocupa por serem as pessoas principais para a execução e cumprimento da IT. Comecei a desenvolver alguns fluxogramas nos setores fabris e no desenvolvimento do fluxograma percebi algumas falhas que aconteciam nos processos, passei para a supervisão a necessidade de em algumas áreas desenvolver fluxogramas operacionais, gostaram da idéia e hoje alimento e gerencio um software para gerenciamento de processo que foi adquirido á 3 anos e ninguém havia utilizado, depois de feito todos os fluxogramas em todas as áreas será avaliado quais serão incluídos como IT.
    Com o fluxograma de uma determinada área os outros funcionários de outras áreas verificam e se identificam onde fazem parte daquele caminho de tarefas e atividades e começam a entender melhor todo o processo produtivo da empresa, sabendo em que parte são os fornecedores daquela área e refletem se estão atendendo bem os seus clientes internos.
    Abraços.
    ——————————————————
    Pela experiência que está tendo, Alan, já percebeu o benefício da aplicação dos fluxogramas, não é mesmo? As falhas de processo que você citou são normalmente encontradas no mapeamento, caso não surgissem eu até recomendaria uma olhada mais atenta, pois é bem difícil um processo ainda não mapeado estar isento de pequenas falhas pelo menos!
    Pelo que diz, também constatou que a área operacional compreende melhor as atividades quando as vê em fluxo, para isto basta que seja explicado superficialmente o fluxograma. A identificação da simbologia é bastante intuitiva e não demanda um treinamento intenso para quem vai apenas usar o fluxograma.
    Pelo que relatou, está desenvolvendo um ótimo trabalho!

  5. JOANA
    20 / Maio/ 2009 às 2:43 pm | #5

    Estou adorando estas explicações sobre Instrução de Trabalho e aproveito para fazer uma pergunta que está causando uma problemática entre meu gerente e eu:

    Meu gerente acha que IT e Proc é a mesma coisa, portanto, não precisamos ter os dois, então ele quer que tenha um ou outro.

    Eu já sou da opinião que tenhamos os dois, porém, segundo ele não há aplicação para isso, se alguém chegar com um documento não saberemos definir qual é qual.

    O que me diz? Precisamos ou não ter os dois? Qual a aplicação de cada um? É obrigatório termos o controle dos dois?

    Desde já agradeço!

    Abraços!
    ——————————————————-
    Não! IT e Procedimento não são a mesma coisa! São como gêmeos idênticos: por fora iguais, mas o conteúdo é diferente! E ele é que permite distinguir quem é quem… Leia “Instruções de Trabalho” e veja mais detalhes e, sim, é obrigatório controlar os dois! Ah, no artigo sobre IT´s tem o link para um outro, sobre Procedimentos. Não deixe de ler, ok?

    Um grande abraço!

  6. Marcia Cristina
    22 / Agosto/ 2009 às 2:48 pm | #6

    Adoraria receber um modelo, por favor vocês poderiam enviar.

    Obrigada
    —————————————
    Márcia, neste post mesmo tem o link para o exemplo. Veja o final do texto!
    Um abraço!

  7. Hudson
    9 / Setembro/ 2009 às 9:50 am | #7

    Olá bom Dia,
    Gostaria muito que me ajudassem me mandando esse modelo
    pois estarei elaborando procedimentos para empresa a qual trabalho.

    Desde já agradeço
    Sds,
    Hudson
    ——————————–
    Hudson, neste post mesmo tem o link para o exemplo. Veja o final do texto!
    Um abraço!

  8. Karla
    20 / Outubro/ 2009 às 3:56 pm | #8

    Olá!
    Gostaria de saber como devo proceder, se dou treinamento das Instruções de Trabalho revisadas primeiro, para depois expo-las ou ao contrário.
    Desde já agradeço.
    Atenciosamente,

    Karla
    ———————————–
    Não é definido um critério na ISO 9001, Karla.
    Pode fazer como achar melhor, mas recomendo que dê preferência em fazer o treinamento primeiro e em seguida fazer a distribuição das IT´s revisadas.

  9. Karla
    21 / Outubro/ 2009 às 9:38 am | #9

    Olá, bom dia!
    A empresa que trabalho é homologada pelo Superfor com base nos requisitos da ISO 9001. Na norma fala-se muito sobre procedimento documentado, será que onde está definido na norma tenho que fazer ou só as Instruções de Trabalho já bastam.
    Desde já agradeço.
    Atenciosamente,

    Karla
    OBS: O seu blog é ótimo e tem me ajudado demais, muito abrigada!
    —————————————–
    Olá, Karla!
    Onde consta na Norma que um procedimento documentado é requerido, é preciso fazer sim. As IT´s não são suficientes.
    Agora está claro que um procedimento pode cobrir mais de um requisito da ISO 9001, o que facilita a tarefa.
    Para saber quais os procedimentos e registros obrigatórios da ISO 9001, veja aqui uma lista:
    http://qualiblog.wordpress.com/2008/12/30/documentacao-da-iso-9001-2008/

    Um grande abraço!

  1. 11 / Maio/ 2009 às 10:06 pm | #1