5 Por-quês
Em resposta ao artigo sobre 5W2H (A ferramenta do curioso), o nosso amigo Antonio Carlos Sarkis Issa sugeriu a aplicação de outra ferramenta também muito útil: a técnica dos 5 Por-quês.
Vejam na íntegra o e-mail que ele me enviou:
Prezado Ronaldo
Você discorreu com muita propriedade sobre o uso do 5W2H, de inegável eficiência para a consecução de Planos de Ação para o tratamento de problemas, sejam reativos ou oriundos de metas de melhoria o para a execução de um projeto. Permito-me acrescentar que muitas vezes basta um plano simplificado apenas com O quê? Quando? Como? (cuja alocação dos recursos poderá depender do quando e das dificuldades do o quê, ou seja, para breve maior alocação de recursos de imediato, para médio e longo prazos, recursos mais distribuídos no tempo) e, o que não pode faltar, quem ficará responsável pela execução do plano.
Entretanto, nada disso terá utilidade se não houver de fato o gerenciamento do Plano de Ação acompanhado e apoiado pela Alta Administração e a verificação de seu sucesso após sua implementação.
Mas sobre o que quero comentar, aproveitando o seu texto, é a respeito de outro método muito útil para a identificação de causas de falhas, e que deve preceder à utilização do 5W2H, ou 5W1H, quando o custo for irrelevante, ou mesmo do simples O quê? Quem? e Quando?, porém pouco utilizado sistematicamente.

Trata-se do “Método dos 5 Por quês?”, que através de perguntas encadeadas sobre os efeitos, motivos e causas dos problemas nos levam às causas fundamentais que devem ser atacadas, evitando que se fique, como muitas vezes é usual, agindo apenas sobre os sintomas dos problemas e não em sua solução e bloqueio.
O arquivo em anexo (imagem acima) mostra um exemplo de árvore para ser utilizado na aplicação do “Método dos 5 Por quês?” na análise de falhas, lembrando que as causas fundamentais dos problemas serão as últimas apontadas na seqüência de perguntas e que as ações ou contra-medidas para o seu bloqueio devem ser transpostas para a coluna de O Quê fazer do 5W2H.
É interessante saber que esse método tem a sua origem conhecida remontando a cerca de 400 anos antes de Cristo, pois era utilizado pelo filósofo Sócrates e é conhecido também por maiêutica, que consiste na multiplicação de perguntas, induzindo o interlocutor na descoberta de suas próprias verdades e na conceituação geral de um objeto e que, por extensão de sentido é também denominado de heurística, que vem a ser o método de investigação baseado na aproximação progressiva de um dado problema.
Faço esta observação apenas para ressaltar que os métodos para identificação de problemas existem há milênios e muitos ainda não o utilizam de forma sistêmica e gerencial.
Com apreço
Antonio Carlos Sarkis Issa.
P.S.: A identificação das causas fundamentais das falhas tem tudo a ver com a necessidade de se ter um bom Sistema de Padronização, mas isso fica para uma outra oportunidade.
Bem, faço aqui um comentário: O Diagrama de Árvore apresentado pelo Sarkis aparece também no Sistema Toyota de Produção, e alguns autores atribuem a Toyoda Sakichi (fundador da Toyota) o seu desenvolvimento.
Apesar de conhecida como Cinco Por-quês, não há obrigatoriedade de limitar a análise a cinco perguntas, podem ser mais ou menos, conforme a complexidade do problema que estamos avaliando. Como num Brainstorming ou num Diagrama de Ishikawa, é interessante que a análise seja feita em equipe, para verificarmos a variação de interpretações que surgem e obtermos uma aproximação maior das verdadeiras causas raiz, que sim, podem ser mais de uma!… Às vezes um problema é causado por um conjunto de fatores e neste caso todos eles deverão ser tratados para a real eliminação da causa.
O que leva ao sucesso na aplicação dos 5 Por-quês é exatamente o questionamento das causas apresentadas, assim como faz uma criança quando sua resposta não é satisfatória para ela…












Olá
Amanhã tem vídeochat às 10h30 sobre “Consumo Consciente” veja detalhes em http://migre.me/5I5N
Está dada a largada para a Blogagem Coletiva.
Vamos fazer com que seja um sucesso!
Conto com você!
abs
Boa noite Ronaldo!Com o uso adequado das ferramentas e a padronizaçao como bem colocou o amigo Antonio Carlos, a chance de encontrarmos a causa raiz do problema e consequentemente planejarmos e executarmos um plano de açao eficaz é muito grande!
Em contra partida devemos ser incansaveis e persistentes para combater praticas de alguns gerentes ou donos do processo que lidam com problemas baseados na autoridade,experiencia e açao intuitiva(achismo).Nesses casos,a chance do problema voltar a acontecer é muito grande!Falo isso por experiencia propria!Abraço!
Excelente texto!
Obrigada, me ajudou muito!
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Eu é que agradeço sua visita e comentário, Karina! Volte sempre!