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Posts Etiquetados ‘certificação’

Pesquisa ISO 2008 – certificação no Brasil e no mundo

11 / Dezembro/ 2009 ronaldocgq 2 comentários

Está disponível o novo relatório ISO Survey, com os dados sobre certificação no mundo todo. Ele trás informações de diversas normas ISO, como de praxe, mas vou destacar a posição da ISO 9001, que é o foco do Qualiblog:

ISO 9001:2000/2008
A pesquisa de 2008 informa resultados acumulados para ISO 9001:2000 e ISO 9001:2008 porque a nova edição não inclui qualquer novo requisito comparada à edição anterior que substitui.

A ISO 9001, que trás os requisitos para sistemas de gestão da qualidade agora está firmemente estabelecida como o padrão globalmente implementado para prover garantia sobre a habilidade de satisfazer requisitos da qualidade e aumentar satisfação do cliente nas relações entre fornecedor-cliente.

Até o fim de dezembro de 2008, pelo menos 982.832 certificados ISO 9001 (2000 e 2008) tinham sido emitidos em 176 países e economias. O total do ano de 2008 representa um aumento de 31.346 (+3%) a mais que 2007, quando o total era 951.486 entre 175 países e economias. Serviços têm tido um signicativo aumento de certificações, com fornecedores de serviço respondendo por 40% de todos os certificados ISO 9001, comparados a 32% em 2007.

No Brasil…

Bem, em nossas paragens houve uma retração. De 15.384 certificados ISO 9001 em 2007, caímos para 14.539 (-5,49% ). Remamos na contra-mão…

Outras Normas

Das outras normas abordadas, certificações para ISO 22000:2005 (Sistemas de Gestão de Segurança de Alimentos) subiram mais que 96% durante 2008! Ao mesmo tempo, certificações para ISO/IEC 27001:2005 (Sistemas de Gestão de Segurança da Informação) aumentaram mais que 20%.

A ISO 14001:2004 cresceu 22%, atingindo agora 188.815 certificados distribuídos entre 155 países ou economias. Em 2007, eram 154.572 em 148 locais…

Já a ISO/TS 16949, específica para a indústria automotiva, teve crescimento de 12% entre 2007 e 2008.

É curioso o que essa pesquisa pode sugerir aos gestores, auditores e administradores:

Notem que a consolidação da ISO 9001, apesar de estabelecida, tem como nova fronteira o setor de serviços, que tem aumentado seu interesse em se certificar.

O aumento da ISO/TS, apesar do choro das montadoras de que 2008 foi um ano ruim, foi impulsionado pela China. Não por coincidência, já que os chineses estão exportando mais, portanto precisam se adequar à qualidade exigida no mundo…

Segurança da Informação, de Alimentos e Ambiental são temas mais em alta do que nunca, e isso reflete obviamente na busca por certificação.

Como conseguir?

Olha, quem quiser baixar o relatório básico em pdf, com as tabelas e gráficos da pesquisa, basta clicar aqui. É grátis!

A versão completa do ISO Survey 2008 (livro e CD-ROM) é paga e pode ser encontrada na ISO Store ao preço de 50 francos suíços.

O que você não sabe sobre a ABNT

19 / Novembro/ 2009 ronaldocgq 3 comentários

Ano que vem em Setembro, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) fará 70 anos. Uma respeitável senhora que não envelheceu; pelo contrário! Se moderniza continuamente e tem hoje vitalidade de sobra, aliás muito mais que em sua juventude!

Como profissionais da área da Qualidade, a história da normalização no Brasil é (ou deveria ser) assunto de nosso interesse; portanto trago aqui um resumo dessa história pinçando fatos curiosos de seu desenrolar. Quem tiver interesse em mais dados e numa biografia séria, poderá ter acesso a isso depois.

A idéia da criação da ABNT surgiu da necessidade de se elaborar normas técnicas brasileiras para a tecnologia do concreto, para substituir as normas que eram utilizadas pelos diversos laboratórios de ensaio do país. Imagina a confusão que era na década de 30, com cada laboratório dando um laudo diferente para o mesmo material!…

A primeira reunião com esse objetivo de normalizar o segmento de ensaios de concreto teve tudo para ser um fiasco. De seiscentos convidados apenas quatro (!!!) responderam… Mas no dia apareceram quarenta técnicos para participar do encontro (ufa!).

Só em 28 de setembro de 1940, na 3ª Reunião de Laboratórios Nacionais de Ensaios, é que foi de fato fundada a ABNT.

A primeira sede, localizada no Rio de Janeiro, na Avenida Almirante Barroso, 54 – 15º andar, contava apenas com uma secretária cedida pelo INT (Instituto Nacional de Tecnologia), e até os móveis eram emprestados! Em São Paulo também, quando em 1942 decidiram montar um núcleo da Associação, o espaço foi cedido pelo Instituto de Engenharia e a secretária pela FIESP.

Em 1968 ela foi forçada a procurar novas instalações, pois o Banespa retomou o 24º andar do prédio onde estava (a sede do Banespa) e um dos sócios fundadores, o Eng. Júlio Rabin, foi seu fiador quando ela alugou um espaço em um prédio na Marquês de Itu, no centro de São Paulo.

Não se sabe ao certo qual a primeira norma criada pela ABNT! Na verdade, ela é que foi criada como conseqüência da criação das primeiras normas, nas tais reuniões que falei antes… Quando a ABNT foi
fundada, decidiu-se que as Normas Brasileiras seriam codificadas segundo a sua finalidade:

NB – Norma de procedimento e cálculo,
MB – Método,
PB – Padronização,
TB – Terminologia,
CB – Classificação,
SB –Simbologia e
EB – Especificação.

Soa bem burocrático, né? Atualmente as normas da ABNT são designadas somente como ABNT NBR.

Entre 1975 e 1978, no regime militar, o Governo quis estatizar a atividade de normalização, transformando
a ABNT num órgão subordinado ao INMETRO. Não conseguiu. O curioso é que um dos maiores defensores da não privatização da ABNT era um general da reserva, Napoleão Montagna de Souza, seu presidente na época.

A ABNT participou da fundação da International Organization for Standadization (ISO), da Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (COPANT) e da Associação Mercosul de Normalização e continua realizando trabalhos importantes dentro desses organismos, conquistando respeito no cenário mundial.

E se você acha que só nós, meros mortais, é que sofremos com o famigerado Plano Collor, veja o azar da ABNT: As anuidades dos associados eram pagas dia 15 de Janeiro. Quando o plano foi implantado, em 16 de Março de 1990, quase todo esse dinheiro estava ainda na conta da entidade e foi bloqueado! E a ABNT foi obrigada a segurar as pontas com a merreca de Cr$ 50,00 por mês, como todo mundo…

Como resultado da intensa participação da ABNT nos fóruns de normalização internacionais, o Brasil foi escolhido como sede de uma reunião plenária da ISO, realizada em junho de 1996, na qual foi aprovada a Série ISO 14000.

Cerca de 300 pessoas dos cinco continentes, falando as mais variadas línguas e representando diferentes partes interessadas (stakeholders), tais como ONGs, setores produtivos, governos e consumidores, estiveram reunidas em Salvador, Bahia, em março de 2005. Por essas razões, muitas foram as posições conflitantes durante o evento, dificultando a obtenção de um consenso. Essa “torre de Babel” foi o primeiro encontro para criação da ISO 26000, a norma sobre Responsabilidade Social. A ABNT, em parceria com a Suécia, lidera este Grupo de Trabalho da ISO.

Os trabalhos da ABNT atualmente são desenvolvidos por 58 Comitês Brasileiros e 4 ONS – Organismos de Normalização Setorial, cada um atuando em área específica e formado por especialistas nos assuntos tratados. No caso da Gestão da Qualidade, o responsável é o CB-25. Se você acha que a ABNT apenas “copia” normas estrangeiras, saiba que o ABNT/CB-25 sempre participou de todos os Grupos de Trabalho
do ISO/TC 176 e do ISO/CASCO, elaborando e revisando os documentos emitidos pela ISO em seu campo de aplicação, tendo forte influência nas decisões! De 1992 até hoje, o Comitê participou
da elaboração de 35 documentos normativos internacionais no ISO/TC 176 e de 41 guias de normas de avaliação de conformidade no ISO/CASCO.

Após o processo de desenvolvimento de uma norma, o Projeto de Norma Brasileira é submetido a uma Consulta Nacional e qualquer interessado pode emitir sua opinião quanto ao conteúdo do documento.

Se pesquisarmos o acervo de mais de 10.000 normas da ABNT, identificaremos normas dos mais diversos segmentos, que estão presentes no cotidiano das pessoas. A casa onde vivemos, os transportes que utilizamos, o banco onde guardamos nosso dinheiro, a alimentação comprada no supermercado e até mesmo pequenos objetos como um simples palito de fósforo requerem um padrão a ser seguido.

A história da ABNT como organismo de certificação de produtos teve início cerca de uma década depois de sua fundação, começando pela certificação de extintores de incêndio. Assim, até a década de 1970, no Brasil, certificação era sinônimo de proteção contra incêndio… Atualmente a ABNT Certificadora tem uma forte participação no mercado de certificação, oferecendo uma ampla gama de certificações de produtos, serviços e sistemas.

Baseado no livro “Histórico ABNT – 65 anos”
Clique aqui para baixar o e-book gratuitamente no site da ABNT!

Dúvidas sobre competências

21 / Outubro/ 2009 ronaldocgq 6 comentários

O Alexandre está cheio de dúvidas sobre o atendimento ao requisito 6.2 da ISO 9001:2008 e, como são questões úteis para quem está pegando o touro a unha pela primeira vez, preferi respondê-lo em um post:

“Ronaldo, boa noite!

Sou recente na empresa e estou com muitas dúvidas de como evidenciar a experiência de alguns funcionários. A pessoa responsável pela qualidade saiu e tive que abraçar o caso.”

As questões do Alexandre:

1. Antigos na empresa – Tenho funcionários com mais de 05 anos de casa e quando entraram não tinham experiência na carteira. Como evidencio isso? Não vale currículo.

R: A experiência adquirida na empresa, neste caso, é válida para atender a ISO 9001. O prontuário do funcionário comprova essa experiência.

2. Funcionários com 6 meses de casa e na Descrição de Cargos colocaram que está estabelecido 01 ano. O que fazer?

R: Pelo que entendi, na descrição está estabelecido um ano de experiência, correto? Acontece que agora, pela Lei Nº 11.644, de 10 março de 2008, é proibido exigir mais que seis meses de experiência. É preciso que você revise sua descrição de cargos.

3. Candidatos a vaga, que têm muita prática, foi constatado em testes e não possuem experiência em carteira e nem declaração da empresa anterior.

R: Os testes podem validar esta situação. Você deve prever isso em seu procedimento.

4. Essas evidências têm que ser somente a partir da implantação da ISO na empresa ou para todos? A empresa possui mais de 20 anos. Não entendo isso, alguns me falam que é para todos, outros, somente para os que irão entrar. Nem Lei é retroativa? O que faço?

R: Novos critérios para seleção valem a partir da implantação. Não daria para adivinhar que um dia a empresa adotaria esta norma, certo? Então, para os funcionários que já estão na empresa basta comprovar a capacidade deles nas suas atividades, seja através de testes, questionários, avaliações executadas pelos superiores… Documentando isso, você terá as evidências necessárias e o auditor poderá comprová-las entrevistando quem ele desejar…

5. Se eu não for citar tempo de experiência, como posso evidenciá-la de outra forma?

R: Não há como não citar tempo de experiência, pois o requisito é claro: “As pessoas que executam atividades que afetam a conformidade com os requisitos do produto devem ser competentes, com base em educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados.[...] – (6.2.1)”. – Releia a resposta 4.

6. E a escolaridade, como posso evidenciar tal fato para aqueles que não possuem nenhuma documentação escolar, são trabalhadores que têm nível fundamental incompleto ou completo, e estão longe de suas cidades.

R: Vale a mesma resposta dada à questão 4. Adianta você ter um sujeito com curso superior mas que desconheça totalmente o processo? Teoricamente, ele tem tanta capacidade de aprender quanto um outro que tenha apenas o fundamental… Obviamente, ele poderá evoluir mais rápido, mas é só…

Volto a citar o item 6.2.1: “As pessoas que executam atividades que afetam a conformidade com os requisitos do produto devem ser competentes, com base em educação, treinamento, habilidade e experiência apropriados.[...]” – A palavra apropriados significa “adequados ao processo que executam”.

E também há outro ponto a considerar. Veja em 6.2.2:

A organização deve

a) determinar as competências necessárias para as pessoas que executam trabalhos que afetam a conformidade com os requisitos do produto,[...]”

Ou seja, a empresa é que DETERMINA as competências. Ela decide seus critérios de educação (escolaridade), treinamento, habilidade e experiência (tempo de experiência). Procure deixar claro em seu procedimento que estes novos critérios valerão a partir da implantação da ISO 9001, e quais as formas de validação aplicadas para o pessoal antigo. O importante num primeiro momento é deixar claro a intenção de melhorar a qualidade do pessoal, investindo em treinamento e capacitação gradativamente até que eles possam atender os novos requisitos estabelecidos pela empresa.

NOTA: Não deixe de ler os comentários abaixo, pois vários contêm contribuições ao tema! Aproveite e deixe a sua também!

Formulando objetivos da Qualidade

11 / Fevereiro/ 2009 ronaldocgq 13 comentários

Geralmente no início do processo de Implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ), um dos pontos complicados para trabalhar sobre ele é a definição da Política da Qualidade e dos Objetivos da Qualidade. Sobre como definir a Política da Qualidade eu já falei aqui, agora vamos ver como desdobrá-la em objetivos.

Clique aqui para ler todo o artigo…

ISO 9001:2008 – Preciso mudar agora?

11 / Dezembro/ 2008 ronaldocgq 11 comentários

hourglassA leitora Juliana Reis me fez um questionamento sobre esse assunto, o que me levou a pensar sobre quantas empresas estão correndo para se adequar à versão 2008 da ISO 9001. Nem todas precisam dessa pressa!

LEIA MAIS…

Perdeu, playboy!

17 / Novembro/ 2008 ronaldocgq 4 comentários

A Cíntia solicitou pelo comentário abaixo informações sobre o que pode causar a perda do certificado ISO 9001:
LEIA MAIS…

15384 Empresas Certificadas no Brasil

12 / Novembro/ 2008 ronaldocgq Deixe um comentário

2000De 9.014 Certificados ISO 9001:2000 em Dezembro de 2006, passamos para 15.384 em Dezembro de 2007, segundo os dados do ISO Survey 2007, disponível a partir de hoje. É um aumento de 70,67% em um ano!

Para ter uma idéia, é mais que o dobro do que havia no Canadá (7.462)! Mas tem o outro lado da moeda… Não quero jogar água fria, mas dá uma olhada no gráfico aí ao lado e note que não atingimos ainda o TOP 10… E assombre-se com o número de certificações da China! (Bem, quantidade não quer dizer qualidade, não se esqueçam…)

Nota: Os dados da ABNT e do Inmetro ainda não foram atualizados. No site do Inmetro aparecem apenas as certificações que apresentam a marca Inmetro, o que não representa a totalidade das certificações. A fonte mais completa e atualizada desses dados é o ISO Survey.

Se quiser baixar o relatório completo, clique aqui.

E se quiser o de 2006, pode ver aqui.

Exclusões na ISO 9001

17 / Setembro/ 2008 ronaldocgq 3 comentários

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A ISO 9001 se propõe a ser adequada a qualquer tipo de organização, independente do tamanho, ramo de atuação, produto ou serviço. Isto está declarado no item 1.2 – Aplicação, onde também é comentada a possibilidade de exclusão de requisitos da norma para se adequar a tipos de organização onde eles não se apliquem.

Muita gente considera que a ISO 9001:2000 permite a exclusão apenas de requisitos do capítulo 7, mas isso não é verdade. Outros requisitos também podem ser excluídos, porém sem que a conformidade com a ISO 9001 possa ser declarada. Esse é o ponto importante da questão! Se a organização quer apenas se adequar à ISO 9001 e considera que algum requisito não se aplica ao seu caso, tudo bem! Porém, se o(s) requisito(s) excluído(s) for de quaisquer outros capítulos que não o 7, ela não poderá obter o certificado de conformidade com a ISO 9001:2000!

Agora, se o(s) requisito(s) que ela deseja excluir faz(em) parte apenas do capítulo 7, a coisa muda… Ela ainda poderá receber o certificado! Mas engana-se quem acha que obter a certificação excluindo requisitos do capítulo 7 pode ser mais fácil. Nos casos com exclusão, o processo é examinado com muito mais critério para que a certificadora possa ter certeza de que realmente aquele(s) requisito(s) não se aplica(m) à organização. Isto porque os requisitos excluídos do capítulo 7 não podem comprometer a capacidade ou responsabilidade da organização de fornecer produtos que atendam aos requisitos do cliente e/ou legais. E precisam constar, com a justificativa aprovada pela certificadora, no Manual da Qualidade e em todo material de divulgação que se refira à ISO.

Requisitos mais prováveis de exclusão (*) e causas:

De acordo com o guia oficial da ISO, os requisitos abaixo são os mais prováveis (embora não os únicos) que podem ser considerados como exclusão do SGQ:

7.3 “Projeto e desenvolvimento”
– Nos casos em que a organização não é responsável pelo projeto e desenvolvimento dos produtos que fornece. A aplicação deste requisito não é obrigatória para o projeto e desenvolvimento dos processos necessários ao sistema de gestão da qualidade, (que está contemplado no requisito 7.1), mas pode ser útil para a organização gerenciar o desenvolvimento dos seus processos.

7.5.2 “Validação dos processos de produção e fornecimento de serviço”
– Nos casos em que não existam processos de produção e de fornecimento de serviço em que a saída resultante não possa ser verificada por posterior monitoramento ou medição nas suas diferentes fases ou antes da prestação do serviço ao cliente. A exclusão deste requisito deve ser objeto de reflexão quanto a serviços de informação/apoio a clientes, eventualmente existentes, em que a informação uma vez transmitida já não possa ser corrigida sem impacto junto ao cliente, devendo a função ser exercida por pessoal qualificado para tanto.

7.5.3 “Identificação e rastreabilidade”
– Este requisito seria apenas parcialmente aplicável nos casos em que não existe requisito de rastreabilidade específico para os produtos da organização.

7.5.4 “Propriedade do cliente”
– Nos casos em que a organização não utiliza a propriedade do cliente no seu produto ou processos de realização do produto. Atenção para o caso em que o cliente fornece uma especificação do produto, isso pode constituir propriedade legal e deve ser coberta, neste âmbito, pelo SGQ da organização.

7.6 “Controle dos dispositivos de medição e monitoramento”
– Nos casos em que a organização não necessita de dispositivos de medição e monitoramento para fornecer evidência da conformidade do seu produto. Pode ser o caso para algumas organizações de prestação de serviços, entre outras.

Estes exemplos são apenas ilustrativos. Em qualquer das situações a organização deve avaliar no contexto específico das suas atividades quais os requisitos do capítulo 7 são passíveis de exclusão, tendo em conta que esta exclusão apenas é justificável por não aplicabilidade.

(*) Adaptado do Guia APCER

Novidade sobre a ISO – Implementação da certificação ISO 9001:2008

28 / Agosto/ 2008 ronaldocgq 13 comentários

Segue abaixo para os leitores do Qualiblog, em primeira mão, a tradução das partes mais interessantes da recente declaração da ISO sobre a versão 2008 da ISO 9001:

A ISO e o IAF anunciam programa para implementação de certificação ISO 9001:2008

A ISO (International Organization for Standardization) e o IAF (International Accreditation Forum) concordaram em um plano de implementação para assegurar uma transição suave da certificação para a ISO 9001:2008, a mais recente versão da Norma mais amplamente usada do mundo para Sistemas de Gestão da Qualidade (SGQ).

O comitê técnico ISO/TC 176, Gestão da Qualidade e Garantia da Qualidade, que é o responsável pela família de Normas ISO 9000, está preparando vários documentos de apoio explicando quais as diferenças entre a ISO 9001:2008 e a versão do ano 2000, por que e o que eles querem dizer aos usuários. Uma vez aprovados, estes documentos serão publicados no site da ISO – provavelmente em Outubro de 2008.

Um ano depois da publicação da ISO 9001:2008 todas as certificações aprovadas emitidas (novas ou recertificações) deverão ser pela ISO 9001:2008.Vinte e quatro meses depois da publicação pela ISO, da  ISO 9001:2008, qualquer certificação existente emitida pela ISO 9001:2000 não será mais válida.

Via: Site oficial da ISO <-(clique aqui para ler a notícia na íntegra e ver o Comunicado Oficial ISO/IAF, em inglês)

ENQUANTO O FDIS NÃO VEM

Até que esteja disponível (gratuitamente) o FDIS da ISO 9001:2008, aconselho a leitura do melhor artigo que já encontrei até o momento sobre as alterações esperadas: As Novidades da futura ISO 9001:2008, de Leopoldo Santana Luz. Publicado na revista BANAS Qualidade No. 188.

Dados sobre Certificações no Brasil e no Mundo – Site do Inmetro está desatualizado!

Sabemos que o orgão credenciador das certificadoras no Brasil é o Inmetro, então lá vou eu coletar informações para divulgar aqui no blog. Queria uma lista das Certificadoras credenciadas operando no Brasil e até achei, mas fiquei surpreso foi com isto:

atraso

Puxa, por essa eu não esperava! Justo quem deveria ter em primeira mão esses dados mantém no site informações tão ultrapassadas! E essa tabela aí em cima é das certificações por continente. A tabela da América do Sul é de 2003!!! Até eu, mero mortal, já publiquei aqui os dados mais recentes do ISO Survey 2006! Agora pergunto: Devo ficar decepcionado ou conformado (já que o Inmetro é um orgão estatal)? Como diz um personagem de novela: ”Assim não, pô! Assim enfraquece a amizade!…”

Ah! Se alguém quiser a lista de Certificadoras Credenciadas, pode consultar aqui.

Por sua conta e risco.